Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos
Government

ANPG inicia funções com licitações pela frente


Terça-feira, 19 de Março, pode ser o dia do início efectivo das actividades da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG), recentemente criada por Despacho Presidencial, tendo como desafio imediato a licitação de 55 blocos petrolíferos, offshore e onshore, com início este ano.



A informação foi prestada, nesta sexta-feira, 15.03, pelo Ministro dos Recursos Minerais e Petróleo, Diamantino Azevedo, quando intervinha no Ciclo de conferências “Moldar o Futuro”, promovidas pela empresa de consultoria Ernest Young.



O anúncio da licitação acontece depois do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos remeter para aprovação pelo Conselho de Ministros, em 2018, de um plano estratégico de exploração e licitação de novos blocos petrolíferos para o período de 2019/2022, tendo em vista a descoberta de reservas para o aumento da produção, em harmonia com o Plano de Desenvolvimento Nacional para o referido período, aprovado este ano.



Referindo-se aos custos operacionais no Sector petrolífero, o governante lembrou aos operadores que “os custos são muito altos” e alertou que os mesmos “podem ser baixados”. O Ministro adiantou que “num contexto de novas perspectivas no ambiente económico e político a ANPG prevê a continuação de estudos em bacias interiores, bem como as modalidades para licitação dos blocos”.

Falando sobre a restruturação do Sector petrolífero, o Ministro adiantou que a meta do Executivo é maximizar o valor de cada barril do petróleo produzido em Angola, sendo “uma decisão soberana do Governo e povo angolano”.



Diamantino Azevedo manifestou preocupação em relação à capacitação e empregabilidade de quadros nacionais e atestou que “Estamos empenhados na melhoria da questão da formação dos técnicos angolanos, pois muitos têm estado a perder os seus empregos”, disse.



De acordo com o ministro, outra preocupação está relacionada com a falta de oportunidade dos primeiros estágios aos estudantes formados, estando o sector a trabalhar para que a nenhum angolano que se forme falhe, no mínimo, a oportunidade fazer o primeiro estágio.



Quanto à revisão e aprovação de uma legislação sobre o conteúdo local, o Ministro assegurou ser “um aspecto importante da actividade petrolífera, que deverá ir à consulta pública em Maio ou Junho”, esperando que todos os actores tenham a oportunidade de partilhar as suas ideias.

“Reorganização do Sector do Petróleo e Gás em Angola”; “O Caminho para a Diversificação”; “Infra-estruturas e Crescimento Económico” e “Capacitar Angola”, foram os temas seleccionados para a primeira edição do Ciclo de Conferências iniciadas hoje.



CGII do MIREMPET/ANPG com ANGOP