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Factos da História do Sector Mineiro e Petrolífero contados em imagens

Governo 19-05-2026
ADESÃO À WFDB MARCA NOVA ETAPA DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PARA ANGOLA

Angola aderiu à Federação Mundial de Bolsas de Diamantes (WFDB), na qualidade de Membro Nacional Afiliado, assinalando uma nova etapa de cooperação internacional e o reforço do seu posicionamento no sector diamantífero global.

A aprovação foi formalizada durante a Reunião de Presidentes da Federação, realizada antes da Cimeira Internacional em Gaborone, realizada nos dias 18 e 19 de Maio de 2026.

O encontro, organizado pelo Ministério das Minas e Energia do Botswana, decorreu sob o lema “Construção Nacional e o Futuro do Luxo Responsável” e reuniu líderes globais da indústria e destacou o papel estratégico do sector na promoção do desenvolvimento sustentável e da transparência no comércio internacional. Os delegados participaram igualmente em visitas técnicas ao ecossistema diamantífero local, incluindo unidades de lapidação, processamento e operações mineiras, com enfoque na mineração responsável e na criação de valor a jusante.

Com esta integração, Angola e Botswana passam a participar activamente na WFDB e estarão presentes no Congresso Mundial de Diamantes de 2026, em Singapura.

A cimeira coincidiu com o 60.º aniversário do Botswana, país reconhecido pela gestão exemplar dos seus recursos diamantíferos e apresentado como modelo de desenvolvimento económico, investimento em infra-estruturas e consolidação institucional.

Fundada em 1947, a WFDB promove a transparência, a ética comercial e a sustentabilidade na indústria global dos diamantes naturais.

Fonte: GTICI
Governo 18-05-2026
ANGOLA REFORÇA INDUSTRIALIZAÇÃO E ATRACÇÃO DE INVESTIMENTO EUROPEU

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Diamantino Azevedo, apresentou nesta segunda-feira, 18 de Maio, em Madrid, Reino de Espanha, o potencial energético e mineiro do País. O governante destacou a estabilidade política, jurídica e fiscal como factores determinantes para atrair investimento europeu e consolidar parcerias estratégicas de longo prazo.

Ao intervir no fórum internacional dedicado ao sector extractivo e energético, Azevedo afirmou que Angola está a abandonar progressivamente o modelo económico centrado na exportação de matérias-primas, apostando na industrialização local, na valorização dos recursos minerais e no desenvolvimento de cadeias produtivas integradas.

Segundo o ministro, “Angola já não é uma promessa. É uma decisão de investimento”, defendendo que o País reúne actualmente condições sólidas para acolher capital estrangeiro com segurança e previsibilidade.

Estabilidade e confiança

Diamantino Azevedo sublinhou que o Executivo tem reforçado a segurança jurídica, modernizado o quadro regulatório e promovido maior transparência institucional. Garantiu igualmente condições legais e cambiais para a protecção do capital investido e o repatriamento de dividendos.

De acordo com o ministro, a confiança dos investidores assenta em quatro pilares fundamentais: estabilidade política, legal, contratual e fiscal, aspectos que, frisou, “Angola consolidou nos últimos anos”.

Recursos como activos estratégicos

O governante destacou que os recursos naturais deixaram de ser apenas matérias-primas para se transformarem em activos estratégicos ligados à energia, indústria, tecnologia e soberania económica. “O verdadeiro desafio já não é saber quais países possuem recursos, mas sim quais são capazes de transformá-los. Quem não industrializa os seus recursos exporta riqueza e importa dependência”, afirmou.

Potencial energético e mineiro

Azevedo considerou Angola um dos territórios mais promissores de África em termos geológicos, lembrando que grande parte do território nacional permanece subexplorado, o que abre espaço para novas descobertas e projectos de grande escala.

No sector petrolífero, recordou que Angola produz cerca de um milhão de barris de petróleo por dia, mas salientou que o futuro energético passa também pelo gás natural. “O gás não é apenas um subproduto do petróleo. É um pilar estratégico da industrialização”, declarou, apontando aplicações em fertilizantes, siderurgia, segurança alimentar e materiais avançados.

No domínio mineiro, destacou a produção nacional de ouro, manganês, quartzo, cobre, ferro e rochas ornamentais, acrescentando que o País entrou numa nova fase estratégica orientada para minerais críticos como terras raras, nióbio, lítio e metais de base. Estes recursos, disse, são essenciais para a transição energética global e posicionam Angola de forma estratégica nas cadeias internacionais de abastecimento.

Valor local e desenvolvimento sustentável

O ministro reafirmou a aposta na criação de valor local, defendendo a refinação do ouro, o aumento do valor acrescentado nos diamantes e a industrialização dos minerais como caminhos para gerar emprego, prosperidade e desenvolvimento sustentável.

Referiu ainda investimentos em infra-estruturas energéticas, incluindo a modernização das refinarias e a expansão de novos projectos em Cabinda, Soyo e Lobito, iniciativas que visam reforçar a segurança energética, a resiliência económica e a competitividade regional.

Espanha como parceiro estratégico

Na ocasião, Diamantino Azevedo considerou Espanha um parceiro natural de Angola, devido aos laços históricos, institucionais e empresariais existentes entre os dois países. Defendeu a construção de alianças estruturais e não apenas relações transaccionais.

“Angola está aberta, estável e em transformação. Procuramos parceiros de longo prazo para construir uma nova etapa de crescimento, industrialização e prosperidade partilhada”, concluiu.

Fonte: GTICI

mirempet.gov.ao Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

Diamantino Pedro Azevedo



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